Tecnologia para manufatura automotiva ajuda na retomada econômica

Especialistas debateram em live exclusiva da AMTS Brasil como a tecnologia para manufatura automotiva será ainda mais importante para a economia

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O momento exige soluções disruptivas que possibilitem a retomada da indústria após a crise gerada pela Covid-19. Por isso, a AMTS Brasil reuniu especialistas do setor de tecnologia para manufatura automotiva para abordar maneiras de superar essa situação e contribuir com a retomada econômica do país.

No último dia 06 de maio, importantes nomes do setor falaram sobre as possibilidades das empresas na superação do momento atual. Transmitida via Facebook e Youtube, a conversa foi apresentada por Ricardo Barbosa, Gerente de Produto de AMTS Brasil, e reuniu Adriana Silva, CEO da Balluff Brasil; Edouard Mekhalian, Managing Director da Kuka Roboter; e Mauricio Muramoto, Diretor de Inovações do Sindipeças. O debate foi moderado por Ricardo Ávila, Diretor Industrial da Sabó e SAE Brasil e integrante do comitê de conteúdo da AMTS Brasil em parceria com a SAE Brasil.

“Temos um papel fundamental como promotores de feiras e eventos no incentivo aos negócios e à troca informações entre os principais players da indústria brasileira”, afirma Barbosa.

Para o CEO da Reed Exhibitions, Claudio Della Nina, “nosso papel é criar conexões entre nossos expositores e visitantes. Dessa forma, continuaremos a desempenhar nosso papel, independente do meio. Seja este físico, como acontece quando estamos no pavilhão, seja digital, como fizemos com este debate transmitido ao vivo.”

Veja os principais pontos levantados pelos especialistas e conheça o diferencial que a tecnologia para manufatura automotiva pode fazer na retomada da economia brasileira!

Os desafios de sempre para a indústria brasileira

“Esse momento que vivemos é único e desafiador para a indústria automotiva. Porém, os desafios atuais não são diferentes dos que existiam antes da pandemia”, acredita Adriana Silva. Para ela, o fato de a cadeia automotiva ser longa exige buscar a modernização de todos os players que dão suporte a essa cadeia.

Outra necessidade que continua parte dos desafios do setor diz respeito à produtividade. “Antes de uma empresa entrar na indústria 4.0, ela precisa olhar para os seus processos produtivos e fazer com que eles funcionem em seu melhor. Assim, é preciso começar pelo básico e, ao mesmo tempo, revisar processos e definir programas de melhoria contínua”, diz a CEO da Balluff.

O setor automotivo tem presenciado grandes mudanças, rupturas e transformações em modelos de negócios, segundo Mauricio Muramoto. Temas como conectividade e compartilhamento de veículos são aspectos desafiadores, sem contar a própria economia brasileira.

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“O mercado brasileiro também é desafiador, especialmente quando falamos em competitividade, produtividade, consumo e comportamento do consumidor”, diz o Diretor de Inovação do Sindipeças.

Esse cenário mostra que existem uma série de desafios e oportunidades de melhoria para as empresas desde antes da pandemia da Covid-19. Mesmo assim, o novo coronavírus também trouxe particularidades para a indústria automotiva, com novos desafios que devem ser observados e enfrentados.

Os novos desafios impostos pela Covid-19 para a indústria automotiva

Edouard Mekhalian afirma que, neste momento, as empresas da indústria automotiva precisam buscar oportunidades para se modernizarem mais, apesar de obstáculos financeiros.

“Tivemos casos de renegociação de preços com empresas, assim como tem acontecido mundialmente. Entretanto, existem intenções de execução de projetos. Quem acredita que não conseguirá recursos pode buscar financiamentos, especialmente no caso de pequenas e médias empresas. Dessa forma, elas conseguem soluções de inovação e automação de baixo custo, permitindo que elas se modernizem mais”, afirma o managing director da Kuka Roboter.

Por outro lado, uma alternativa para a retomada econômica pode estar no mercado interno, de acordo com o especialista. “O cenário parece complicado, mas olhar para o mercado nacional nos próximos meses pode ajudar. Poucos países têm um mercado interno grande como o nosso e ele pode ajudar no crescimento pós-pandemia. Ao mesmo tempo, é fundamental observar o que acontece no exterior e, assim, planejar nossa recuperação, que pode levar anos”, diz.

Leia também: Por que a AMTS Brasil é um divisor de águas para a KUKA Roboter

Adriana Silva, da Balluff, acredita que o primeiro momento será de “redução de vendas, afinal todos os setores econômicos foram impactados. Em um prazo aproximado de 6 meses, será necessário que as empresas observem seu caixa, busquem manter empregos e o equilíbrio financeiro, ou mesmo suspendam eventos por enquanto para começar a investir depois”.

Mauricio Muramoto concorda. “Pequenas e médias empresas têm o desafio de investir num cenário no qual investimentos podem ser caros. Porém, mesmo com recursos limitados é necessário investir e pensar em transformações digitais que melhorem processos. Tudo isso traz rendimentos que permitem novos investimentos”, analisa. Por exemplo, o Rota 2030 é uma das possibilidades que empresas têm para conseguir incentivos fiscais, afirma  o especialista.

Para Ricardo Ávila, da SABÓ e SAE Brasil, as companhias devem observar diferentes aspectos durante a retomada econômica. “Todos os elos da cadeia produtiva podem se modernizar, então é importante investir na cadeia de produção. Por isso, é preciso começar pequeno, pensar grande e andar rápido. A digitalização existe para dar suporte às empresas do setor automotivo, inclusive nesse cenário de pandemia”, acredita.

A tecnologia para manufatura automotiva como diferencial competitivo

“Se investirmos mais em automação e robótica, podemos nos inserir de forma muito competitiva no exterior”, opina Edouard Mekhalian, da Kuka. “Empresas que conseguem melhorar seus índices de robotização aumentam a produtividade, são mais competitivas, crescem e contatam mais. Dessa forma, uma empresa fortalecida pela robotização contribui para melhorar a empregabilidade”.

Outro aspecto positivo da tecnologia para a manufatura automotiva é que empresas mais tecnológicas conseguem retomar a sua produção com mais velocidade, complementa o especialista.

Adriana Silva, da Balluff, estima que a pandemia poderá estimular a aceleração e modernização de processos na indústria automotiva. “Isso significa que temos como lição de casa melhorar de forma contínua, revisar processos, buscar mais eficiência, reduzir custos, mergulhar na indústria 4.0 e usar tecnologia da automação e tecnologia da informação de forma conjunta para tomar boas decisões baseados em dados”, exemplifica.

“A pandemia fará com que os processos produtivos sejam retomados de forma mais rápida e reforçará a necessidade de investimentos em tecnologia e automação. Por isso, o momento que vivemos é uma excelente oportunidade para a indústria acelerar processos”, finaliza a especialista.

“A Live da AMTS realizada no dia 6 de maio teve duração de pouco mais de 60 minutos e manteve um público médio constante de 350 pessoas por todo o período. Um número deste é maior que um auditório lotado nas feiras de negócios. Logo, isso mostra o potencial de conexões que vamos gerar ao integrar esta audiência com nossas ferramentas de geração de leads e rodadas de negócios virtuais”, afirma Luiz Bellini, diretor do Portfolio de Auto Peças e Novos Setores da Reed Exhibitions.

2 COMENTÁRIOS

  1. Acredito que as redes sociais de um modo geral poderão ajudar em muito, abaixar os custos com riquezas de informações para facilitar a compra pelos clientes. Junto a esse pensamento, a liquidez e o home office terão papéis importantes nas empresas, após Covid 19. Nós precisamos, com urgência, inovar com a tecnologia existente e com isso colocar toda a nossa cadeia em destaque, não só no mercado brasileiro, mas tb no mercado internacional.

  2. Sei das grandes expectativas mas tambem sei que o segmento automotivo vai ser obrigado a mudar pois o carro eletrico vai estar em constatantes mutacoes e serao a maior novidade dentro da manufatura automotivas dentro de menos de 9 mese

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