A pandemia mudará para sempre o setor automotivo

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Algumas montadoras se tornarão mais fortes, outras frágeis demais para sobreviverem. Fábricas serão fechadas. E aumentará a pressão pelos carros elétricos. As pessoas sairão menos, agora que descobriram quanto conseguem fazer a partir de casa. Ou se deslocarão de carro de casa para o trabalho e vice-versa para evitar os ônibus e trens lotados. O setor automotivo já esperava um ano brutal mesmo antes do coronavírus; fábricas foram desativadas, concessionárias fecharam e as vendas já estavam em queda livre.

Agora as coisas ficaram de fato darwinianas. O setor deve se realinhar de uma maneira que terá consequências profundas sobre os 8 milhões de pessoas em todo o mundo que trabalham nas montadoras.

Levou quase uma década para as vendas de carros na Europa se recuperarem da recessão que teve início em 2008. O mercado americano levou cinco anos para se restabelecer, mas as vendas continuam achatadas desde 2015. O crescimento explosivo na China no início ajudou a compensar as perdas, mas o mercado ali vem declinando desde 2018.

À medida que Volkswagen, Daimler, Fiat Chrysler e outras montadoras retomam lentamente suas linhas de montagem, as pessoas que trabalham no setor automotivo começam a se perguntar quais serão as repercussões da crise.

“Não devemos ser muito otimistas e esperar que em 2021 tudo entrará nos eixos, como se nada tivesse acontecido”, disse Ola Källenius, diretor executivo da Daimler, durante videoconferência com a imprensa. “A pandemia provavelmente terá um efeito imenso sobre a economia e temos de nos preparar.”

Essa é uma seleção de conteúdo da Reed Exhibitions. Para continuar lendo, visite o site Estadão com a matéria completa.

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