Indústria automobilística apresenta sinais de recuperação em julho, diz Anfavea

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A indústria automobilística demonstrou números mais positivos em julho de 2020, em comparação com os três meses anteriores, apesar deste cenário de pandemia. É o que mostra balanço divulgado neste mês de agosto pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sobre a produção de veículos.

No começo do segundo semestre do ano, a produção de veículos foi de 170,3 mil unidades. Por sua vez, o número representa alta de 73% em relação ao mês anterior. Porém, o número é 36,2% menor na comparação com julho de 2019.

Os emplacamentos de autoveículos tiveram em julho uma alta de 31,4% sobre junho, enquanto as exportações tiveram alta de 49,7%. Ao mesmo tempo, no resultado acumulado do ano, uma série de índices sofreram quedas acentuadas, como na produção (48,3%), exportações (43,7) e licenciamento (36,6%) de veículos.

De acordo com Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, “além de um número maior de dias úteis, julho foi um mês no qual as montadoras e concessionárias fizeram um grande esforço para recompor o caixa prejudicado pela longa quarentena”, afirma.

Ainda assim, a indústria automobilística sinaliza uma recuperação que exige uma análise cuidadosa em relação aos números positivos. “O ritmo de vendas diário foi apenas 20% superior ao de junho, o que demanda cautela na análise de como será a recuperação no segundo semestre”, complementa o presidente da associação.

A indústria automobilística e a pandemia

Por sua vez, como vem ocorrendo desde o começo da pandemia do novo coronavírus no Brasil, alguns segmentos da indústria automobilística apresentam bons números. Por exemplo, nos segmentos de caminhões e máquinas, foi mantido um ritmo de vendas e produção acima dos veículos leves. No acumulado do ano, as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias foram 1,3% superiores às de 2019, o que significa um dos poucos índices com saldo positivo na comparação anual, de acordo com a entidade.

O presidente da Anfavea avalia que a indústria automobilística sentiu e continuará sentindo o impacto trazido pelo novo coronavírus para a economia brasileira. “Uma crise dessa dimensão vem afetando todos os campos profissionais, e não é diferente com nossa indústria. Ainda temos uma pandemia que não deu trégua, com casos crescentes de Covid-19 em estados importantes do país. É como se estivéssemos numa estrada sinuosa e com forte neblina, com grande dificuldade de enxergar o horizonte com clareza”, avalia Luiz Carlos Moraes.

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